quarta-feira, 4 de junho de 2014

Dia dos Namorados





Sem cumplicidade, não há amor

(Milton Duarte)

Antes...
Duas vidas, uma mesma ideia.
Dois mundos, um mesmo significado.
Gestos, códigos, olhares facilmente interpretados.
Sem palavras, a compreensão completa do que se queria dizer.
Coragem pra seguir lado a lado, enfrentando tudo e todos.
Saltar muralhas, correr perigo, dar a cara pra bater, sempre juntos.
Disposição para acordar no meio da noite pra conversar sobre qualquer coisa ou sobre nada e ainda sorrir com isso.
Desejo de compartilhar até os mais banais desejos e sonhos.
Ouvir, falar, entender, ser entendido.
Ser confidente, guardar segredos, ser conivente.

Se nada disso mais existe, acabou a cumplicidade, acabou o que se poderia chamar de amor.

O amor é lindo, é imprescindível, é tudo. 
Mas, só é completo, quando é cúmplice.


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O AMOR BÍBLICO - (1 CO 13)


Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos e não tivesse caridade, {ou amor} seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse caridade, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse caridade, nada disso me aproveitaria.
A caridade é sofredora, é benigna; a caridade não é invejosa; a caridade não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
A caridade nunca falha; mas, havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos.
Mas, quando vier o que é perfeito, então, o que o é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque, agora, vemos por espelho em enigma; mas, então, veremos face a face; agora, conheço em parte, mas, então, conhecerei como também sou conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três; mas a maior destas é a caridade.

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